Outubro Rosa

Em outubro, ações no mundo inteiro lembram que o melhor contra o câncer de mama ainda é a prevenção

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama é o tipo mais prevalente entre as mulheres de todo o mundo, sendo também a principal causa de morte por câncer no universo feminino. Nos países desenvolvidos, é a segunda causa de morte por câncer, atrás somente das neoplasias de pulmão; nos países em desenvolvimento, é a maior causa de morte por câncer – as taxas de incidência variam dependendo da região.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) prevê que até o fim de 2018, cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama sejam diagnosticados no Brasil, com risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres. Se detectado e tratado na fase inicial, o câncer de mama costuma apresentar bom prognóstico. As terapias evoluíram muito na última década, aumentando as chances de cura, que ultrapassam 90% quando descoberto ainda precoce. No entanto, as taxas de mortalidade continuam altas no país, possivelmente pelo diagnóstico tardio.

Até alguns anos atrás, a recomendação era de que a mamografia deveria ser feita por mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. Porém, como 20% dos casos confirmados de câncer de mama são de mulheres entre 40 e 50 anos, o ideal é já estabelecer uma rotina de exames a partir dos 40 anos. Em algumas situações, como nos casos de mamas densas, é possível que o médico peça também ultrassonografia.

90%

de chances de cura com o diagnóstico precoce

Fatores de risco

Alguns hábitos considerados de risco podem ser evitados, como o consumo de gorduras e açúcar, sedentarismo, alcoolismo e tabagismo. Além disso, podem ter mais riscos de desenvolver um câncer de mama mulheres que menstruaram antes dos 12 anos, com menopausa tardia (depois dos 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos, nuliparidade (não tiveram filhos) e que passam por terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se por mais de cinco anos.

A história familiar pode representar um importante fator de risco, principalmente se houver registro de casos de parentes de primeiro grau que desenvolveram a doença antes dos 50 anos de idade. Porém, o câncer de mama de caráter hereditário equivale entre 5% e10% do total de confirmações.

A associação do uso de anticoncepcionais com o aumento do risco de desenvolver o câncer de mama ainda não está devidamente comprovada. Estudos indicam que mulheres que fizeram uso de doses elevadas de estrogênio podem apresentar mais predisposição a ter o tipo de câncer, assim como mulheres que usaram dosagens do hormônio por longos períodos e as que começaram a usar contraceptivo em idade precoce.

Sintomas

O aparecimento de um nódulo irregular, geralmente indolor e duro, costuma ser o sintoma mais comum do câncer de mama. Em alguns casos, há uma secreção mais viscosa, de coloração transparente (podendo ser também rosada ou em tom mais escuro, semelhante a sangue). Linfonodos palpáveis podem surgir nas axilas.

A melhor época para que a mulher que ainda menstrua consiga detectar com mais facilidade um possível nódulo é alguns dias depois da menstruação, pois é quando as mamas não estão mais inchadas.

Por isso é tão importante que a mulher conheça o seu corpo. O autoexame é o primeiro e constante cuidado na prevenção ao câncer de mama. Por isso, se notar qualquer um dos sintomas abaixo, procure imediatamente seu médico, mesmo se a última mamografia feita semanas antes não apontar nada.

Embora casos envolvendo inchaço e vermelhidão sejam mais frequentes em doenças como mastite (inflamação ou infecção da mama), existe uma forma rara de câncer que pode apresentar esses sintomas. Por isso, procure o quanto antes o especialista.

Os cuidados que a mulher deve ter, como o autoexame e a mamografia, precisam ser rotineiros. Somente assim aumentam as chances de cura. Quanto mais há demora no diagnóstico, mais a doença avança e maiores são as chances do câncer ser descoberto em estágios avançados, inclusive com metástase – quando a doença se espalha para outros órgãos.

• Caroço (nódulo)

• Deformidade do formato da mama

• Mama inchada – toda ou parte dela

• Dor na mama ou mamilo

• Inversão do mamilo

• Pele do mamilo irritada ou mais espessa

• Pele da mama irritada e com vermelhidão

• Secreção pelos mamilos

• Sensação de caroço na axila

• Inchaço do braço

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