Novembro Azul

Com mais de 62 mil casos novos estimados para 2018, o câncer de próstata continua como o tumor mais frequente em homens, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e o Ministério da Saúde. Os números correspondem a cerca de 30% de todos os tumores diagnosticados em homens. Ocupa ainda o segundo lugar em mortalidade, perdendo apenas para o câncer do pulmão (um grande desafio em Saúde Pública no Brasil).

As causas do câncer da próstata permanecem desconhecidas, e os fatores de risco não são passíveis de mudanças:

  • idade (marcador de risco mais importante, à medida que tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam exponencialmente após os 50 anos de idade)
  • história familiar (pai e irmão com antecedente de câncer antes dos 60 anos, risco de 3 a 10 vezes maior)
  • etnia

Isso ninguém pode mudar, o que reforça a importância da detecção precoce e do tratamento adequado como únicas opções de cura.

90% de chances de cura

nos casos de diagnóstico precoce de câncer de próstata

Quais são os sintomas que o câncer de próstata provoca?

Geralmente, o câncer de próstata não causa sintomas na fase inicial. Mas os sinais que indicam a presença de um tumor maligno ou outro problema são:

  • Problemas urinários
    • Dificuldade para iniciar ou interromper o fluxo de urina
    • Necessidade frequente de urinar, principalmente à noite
    • Fluxo de urina fraco ou intermitente
    • Dor ou ardor durante a micção
  • Em alguns casos, dificuldade de ereção
  • Sangue na urina ou no sémen
  • Dor frequente na zona inferior das costas, nos quadris ou na região superior das coxas

Importante reforçar que, em grande parte dos casos, estes sintomas podem ser provocados por outras doenças ou tumores benignos. Portanto, ao perceber qualquer desses sinais, deve-se procurar um médico especialista o mais rápido, pois quanto mais cedo o câncer de próstata for diagnosticado, maiores são as chances de cura.

Como diagnosticar um câncer de próstata?

É no momento dos exames de rastreamento com o antígeno prostático específico (PSA) que a maioria dos cânceres de próstata é diagnosticada. Para que o resultado seja de fato preciso, o ideal é associar ao PSA o exame de toque retal (permite saber a consistência da próstata, seu tamanho e se existem lesões palpáveis na glândula) e, se notada alguma alteração, a biópsia da próstata. Isso porque a alteração nos níveis do antígeno prostático no sangue não indica, necessariamente, a presença de um tumor maligno. Outras doenças podem causar essa alteração, como uma prostatite (infecção ou inflamação) e hiperplasia benigna da próstata (alargamento da glândula).

A partir desses resultados, exames de imagem podem ajudar a fechar o diagnóstico – saber o quanto o câncer já avançou e está disseminado. Os exames mais comuns para isso são:

  • Cintilografia óssea: em muitos casos, é para os ossos o primeiro local que a doença se dissemina
  • Tomografia computadorizada: permite visualizar imagens transversais detalhadas de regiões do corpo
  • Ressonância magnética: por meio de ondas magnéticas, forma imagens detalhadas e permite detectar se o câncer se disseminou para a vesícula e bexiga, por exemplo

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