Câncer de Mama

É o tipo de câncer mais comum em mulheres, correspondendo a 22% dos casos novos a cada ano, e vem acometendo pacientes cada vez mais jovens. O autoexame é muito importante para o diagnóstico precoce.

A mama é composta, principalmente, por tecido gorduroso. Na mama, há uma rede de lobos, formados por pequenos lóbulos, abriga as glândulas produtoras de leite. Pequenos ductos ligam-nas aos lóbulos e lobos para levarem o leite ao mamilo, localizado no centro da auréola. Cerca de 90% dos tumores de mama ocorrem nos ductos ou lobos.

 

Incidência

O câncer de mama é o segundo mais frequente, no mundo, e o mais comum entre as mulheres. Nos homens, a incidência é pequena, não representa nem 1% dos casos.

A cada ano, cerca de 22% das novas ocorrências de câncer em mulheres são de mama.

As estatísticas indicam o aumento da frequência tanto nos países desenvolvidos como em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de dez vezes nas taxas de incidência, ajustadas por idade, nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos países. Estudos do Instituto Nacional do Câncer (INCA) afirmaram que, no Brasil, 49.400 novos casos foram esperados em 2008 e 2009. No âmbito mundial, uma em cada oito mulheres iriam apresentar câncer de mama.

 

Fatores de risco

O câncer de mama afeta a saúde e a autoestima das mulheres. Raro na faixa dos 20 anos torna-se frequente acima dos 35 e, a partir daí, a taxa de incidência aumenta rápida e progressivamente. A menarca precoce (primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos de idade), a primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade

(não ter tido filhos) também constituem fatores de risco.

História familiar é ainda um importante fator de risco, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas da doença antes dos 50 anos.

O câncer de mama de caráter familiar corresponde a, aproximadamente, 10% do total de casos desse tipo de doença. A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.

 

Prevenção

Quando diagnosticados precocemente, cerca de 95% dos casos são curados. As formas mais eficazes para detecção precoce são o autoexame, o exame clínico e a mamografia.

O exame clínico das mamas (ECM) pode detectar tumores menores que um centímetro, se superficiais . Já a mamografia, que corresponde à radiografia da mama, revela lesões em fase inicial, até microscópicas.

O exame é realizado em um aparelho de raio X chamado mamógrafo. A mama é comprimida para fornecer melhores imagens e o desconforto provocado é discreto e suportável.

Em situações especiais pode ser solicitado à paciente que realize, além da mamografia, uma ultrassonografia ou mesmo uma ressonância magnética das mamas para melhor avaliação de uma lesão.

 

Sintomas

O aparecimento de um nódulo ou tumor na mama é um dos primeiros e principais sintomas do câncer de mama. Ao longo do processo podem surgir alterações na pele que recobre o local, retrações ou um aspecto semelhante ao da casca de laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

 

O que significa estadiamento?

O estadiamento é a forma de descrever o câncer, informando se está localizado e também se houve disseminação para outros locais. Além disso, indica se outros órgãos do corpo foram afetados. Existem cinco estágios para o câncer de mama: 0 (zero) e I a IV (um a quatro).

 

Tratamento

Nem todos os cânceres de mama são iguais, existindo mais de um tipo. O primeiro passo no tratamento é a realização da biópsia da lesão descoberta na mama para diagnóstico.

Os fatores que serão considerados no tratamento incluem:

o estágio e o grau tumoral (que significa o quão diferente as células tumorais são quando comparadas com as células normais);

o status dos receptores hormonais, receptor de estrógeno (RE) e receptor de progesterona (RP);

o status do receptor-2 para o fator de crescimento epidérmico (HER-2);

a descrição genética do tumor e a presença de mutações nos genes para o câncer de mama;

–  a idade da paciente, o estado geral de saúde da pessoa e se a paciente está ou não na menopausa.

Para o câncer localizado na mama, a cirurgia para remover o tumor é frequentemente o primeiro tratamento. Hoje as cirurgias são cada vez menores, preservando-se a estética da mama. Tratamentos adicionais podem ser empregados para diminuir o risco de o câncer retornar (recidiva). Na maioria dos casos são utilizadas radioterapia, quimioterapia, terapia alvodirecionada e/ou hormonioterapia.